Isto porque o objectivo principal para os primeiros dias era arranjar casa, abrir contas bancárias, tratar dos passes de estadia, telefones móveis e seguros de sáude. A Cristina é uma sortuda, já tem isto tudo, eu ainda não tenho passe de estadia nem seguro de saúde e portanto tenho que me portar com juizinho!
Na 3ª e 4ª feiras vimos oito casas em sítios diferentes da cidade e rapidamente percebemos que a nossa vontade não iria ser satisfeita - o preço das casa em Singapura subiu mais de 50% em 4 anos - é impossível arranjar uma casa com dois quartos num sítio decente com o nosso plafond, e assim sendo, como o que não tem solução não é um problema, a decisão foi fácil. Destas oito casas apenas só gostámos de duas e uma delas não tinha mobília nenhuma. Como queríamos gastar o mínimo possível em mobília, decidimo-nos por um estúdio num condomínio novo com muitos espaços verdes, piscina exterior, piscinas na cobertura (I mean UAU), jacuzzis, ginásio, e demais cangalhadas, e a 10 min a pé do Insead e do MRT (Mass Rapid Train - o metro cá do sítio). Estamos muito contentes com estes 592 sq ft, que é como quem diz 54,98 m2, com quarto e sala no mesmo espaço, cozinha e casa de banho.
A casa é muito "clean", com decoração minimalista que o espaço não dá para mais, cama, sofá, móvel de televisão e respectivo LCD, estante, mesa e 1 cadeira! É chato para a Cris, coitadinha, porque tem jantado sempre de pé e começam a doer-lhe as costas. Já lhe disse que as massagens aqui são baratinhas...
Deixo aqui fotos do condomínio e prometo fotos da casa para breve!
| piscinas da cobertura e jacuzzis |
| sky pavillion |
No fim da semana a Cris tratou do passe de estudante, mais uma vez a eficiência Singaporeana a funcionar, já que chegou ao edifício da Imigração com hora marcada de Lisboa, e trinta minutos depois tinha um cartão magnético com fotografia e assinaturas digitais, novinho e a brilhar!
A semana terminou com uma verdadeira odisseia quando na 6ª feira quisemos ir buscar ao aeroporto os nossos sete volumes despachados por carga aérea: 4 malões com roupa, gadgets electrónicos, livros de estudo, etc, e 3 caixotes com as famosas Nespresso e Bimby.
Tenho a dizer que as ditas têm-nos dado muito jeito e que acordo todos os dias com um sorriso na cara a pensar na primeira "bica" do dia, e a dar graças por não ter que beber aqueles baldes de café americano ou expressos recauchutados.
Enfim, lá fomos para o aeroporto na esperança de que tudo corresse pelo melhor e de forma rápida mas estávamos muito enganados. A segurança à volta das zonas da carga aérea é muito apertada e é necessário uma licença para entrar. Depois de pedida esta licença e de deixarmos os nossos passaportes no controlo, andámos de um lado para o outro a preencher papéis e por fim mandaram-nos ao escritório para fazermos a declaração do valor total dos bens e o pagamento do imposto?!?! Qual imposto, perguntei eu, já que tinha lido na internet que havia isenção para a importação de artigos usados e de uso pessoal? O senhor lá me explicou, sempre a rir não sei se de nós ou por ser uma característica pessoal sua, que o pedido de isenção tinha que ter sido feito em Lisboa e que agora também podíamos fazer, mas a resposta iria demorar 2 a 3 dias e as malas tinham que ficar no armazém deles a pagar estadia diária. Um balúrdio! Quando percebemos que não tínhamos alternativa e não íamos embora sem a tralha, perguntámos quanto era o imposto (GST 7% - é o IVA cá do sítio), o senhor a perguntar insistentemente o que tínhamos nas malas e caixotes e quanto achávamos que valiam as coisas, e pusemo-nos a fazer contas de cabeça. Ora, como o pagamento só podia ser feito em dinheiro, nós só tínhamos levado meia dúzia de dólares connosco, e ainda por cima teríamos que pagar o táxi ida e volta - o taxista simpaticamente esperara por nós e assistia tranquilamente a esta confusão - três vezes nove vinte sete, noves fora nada e vai um, ó amigo veja lá quanto temos que declarar para pagarmos apenas 140 SGD que é o que temos, e vai daí ficou a mercadoria declarada por 2000 SGD, que são cerca de 1200 EUR. Eu estava-me a rir para dentro porque sabia que as coisas valiam muito mais do que isto e julgava que tinha feito um negócio da China! Quando já estamos nas despedidas, palmadas nas costas e troca de cumprimentos, é que o homem nos diz, "bom então agora vão ali ao armazém buscar as vossas malas e depois é só passar na alfândega, mostrar a declaração com o conteúdo das malas e o pagamento do imposto e, se eles acreditarem e ficarem contentes, podem ir à vossa vida". FOI O FIM! Na altura não sabiamos se nos apetecia rir ou chorar, a pensar que nos iam revistar tudo e, claro, nunca iriam acreditar no valor declarado. Já estávamos a ver a vida a andar para trás...
No fim , acabou por correr tudo bem, passaram as coisas todas na máquina de raio X e não pediram para abrir nada. O que eles querem, e que nós só percebemos depois, é apanhar a malta que tenta entrar com álcool, tabaco e droga.
O condomínio parece ser espetacular!!! :)
ReplyDeleteÉ mesmo caso para um "UAU"!!
podes crer Inês! Estamos à vossa espera para virem dar a vossa opinião, "ao vivo e a cores"!
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