A semana passada acabou em grande. Na 5ª feira decidimos jantar cedo em casa e depois seguimos por volta das 19h30 para a zona de Little India para assistir ao festival Thaipusam.
É um festival Hindu celebrado maioritariamente pela comunidade Tamil na noite de Lua Cheia do mês Thai do calendário deles, que calha em Janeiro ou em Fevereiro todos os anos. Este ano calhou agora, e ainda bem para nós, porque assim conseguimos participar numa celebração incrível com as ruas cheias de gente, cor, animação e música indiana.
O festival comemora a data em que a Deusa do Poder, Parvati, ofereceu uma lança ao Deus da Guerra, Murugan, para que este conseguisse derrotar um demónio chamado Soorapadman.
São dois dias de grandes celebrações, após 48h de jejum e oração, e onde os participantes carregam "kavadis" durante 4 km como sinal de devoção e para oferecer aos Deuses. Os mais moderados carregam potes de leite na cabeça, outros mais destemidos carregam estruturas de metal que pesam para lá de uma brutalidade, decoradas com figuras, desenhos e flores, e que são presas ao corpinho através de ganchos e perfurações "fora a fora". Como se não bastasse, levam lanças espetadas nas bochechas e nas pernas!
Fizemos a caminhada quase toda, mais de 3h a andar pelas ruas fechadas ao trânsito e quando demos por nós estávamos na avenida que ia dar ao templo de Tank Road, com guardas metálicas dos dois lados e sem poder sair. Lá fomos de sapatinhos na mão para podermos entrar no templo, onde termina a procissão e se fazem as oferendas.
Na 6ª feira fomos jantar com os amigos que nos receberam quando chegámos, o Rolf e a Franziska, a um restaurante onde a especialidade, para além de crocodilo e rã-touro, é o famoso caranguejo servido de várias maneiras: Chilli Crab, Butter Crab, Pepper Crab ou simplesmente Crab. Nós jantámos rã (basicamente sabe a frango mas com muito menos carne, claro), butter crab e pepper crab. Infelizmente, e fruto de inexperiência local, comecei por atacar o pepper crab e fiquei logo com os lábios e língua dormentes tal era a potência da pimenta dos meninos.... Da próxima vez já não me enganam!
O que é certo é que o jantar foi óptimo e ainda acabámos a noite num roof-top bar espectacular ao lado do Raffles Hotel, com uma vista magnífica da cidade.
Para acabar, e por causa dos roof-top bars que por aqui abundam e que eu adoro, não posso deixar de informar os meus amigos sobre a meteorologia de Singapura, que também me deixa sempre com um sorriso na cara: desde que cá chegámos o tempo é SEMPRE IGUAL, ou seja, 31 ou 32 graus durante o dia e 26 ou 27 graus durante a noite. Todos os dias :) :) :)
Tuesday, January 25, 2011
Wednesday, January 19, 2011
74 Nationalities!
Last Monday, January 10, Insead held the Welcoming Ceremony for the class of December 11 new students. As it was a partners open event I went along with Cristina. For me it was a proud and emotional moment when the Dean of Insead and the Dean of the MBA spoke about how tough the admission process is and that these new students represented the 10% best applications received for one of the best business schools in the world. I was rather impressed with the numbers that make Insead a real melting pot of cultural, academic and professional experiences: 74 different nationalities, none of those representing more than 8% of total students, with an average age between 24 and 35 years old, with previous jobs from medicine and arts to investment banking.
Despite of being only one in three male partners, I met an incredible amount of people, students and female partners, and already had lunch and dinner parties with Portuguese, Americans, Belgians, French, Greeks, Pakistanis, Koreans, Dutch, Germans, you name it...
Congratulations Cristina and may this be a great year for us!
Despite of being only one in three male partners, I met an incredible amount of people, students and female partners, and already had lunch and dinner parties with Portuguese, Americans, Belgians, French, Greeks, Pakistanis, Koreans, Dutch, Germans, you name it...
Congratulations Cristina and may this be a great year for us!
A primeira semana
Foi uma primeira semana a mil à hora, com muito pouco tempo para passear e zero minutos na piscina do condomínio dos nossos amigos. Estamos tão brancos como quando saímos da pátria!
Isto porque o objectivo principal para os primeiros dias era arranjar casa, abrir contas bancárias, tratar dos passes de estadia, telefones móveis e seguros de sáude. A Cristina é uma sortuda, já tem isto tudo, eu ainda não tenho passe de estadia nem seguro de saúde e portanto tenho que me portar com juizinho!
Na 3ª e 4ª feiras vimos oito casas em sítios diferentes da cidade e rapidamente percebemos que a nossa vontade não iria ser satisfeita - o preço das casa em Singapura subiu mais de 50% em 4 anos - é impossível arranjar uma casa com dois quartos num sítio decente com o nosso plafond, e assim sendo, como o que não tem solução não é um problema, a decisão foi fácil. Destas oito casas apenas só gostámos de duas e uma delas não tinha mobília nenhuma. Como queríamos gastar o mínimo possível em mobília, decidimo-nos por um estúdio num condomínio novo com muitos espaços verdes, piscina exterior, piscinas na cobertura (I mean UAU), jacuzzis, ginásio, e demais cangalhadas, e a 10 min a pé do Insead e do MRT (Mass Rapid Train - o metro cá do sítio). Estamos muito contentes com estes 592 sq ft, que é como quem diz 54,98 m2, com quarto e sala no mesmo espaço, cozinha e casa de banho.
A casa é muito "clean", com decoração minimalista que o espaço não dá para mais, cama, sofá, móvel de televisão e respectivo LCD, estante, mesa e 1 cadeira! É chato para a Cris, coitadinha, porque tem jantado sempre de pé e começam a doer-lhe as costas. Já lhe disse que as massagens aqui são baratinhas...
Deixo aqui fotos do condomínio e prometo fotos da casa para breve!
No fim da semana a Cris tratou do passe de estudante, mais uma vez a eficiência Singaporeana a funcionar, já que chegou ao edifício da Imigração com hora marcada de Lisboa, e trinta minutos depois tinha um cartão magnético com fotografia e assinaturas digitais, novinho e a brilhar!
A semana terminou com uma verdadeira odisseia quando na 6ª feira quisemos ir buscar ao aeroporto os nossos sete volumes despachados por carga aérea: 4 malões com roupa, gadgets electrónicos, livros de estudo, etc, e 3 caixotes com as famosas Nespresso e Bimby.
Tenho a dizer que as ditas têm-nos dado muito jeito e que acordo todos os dias com um sorriso na cara a pensar na primeira "bica" do dia, e a dar graças por não ter que beber aqueles baldes de café americano ou expressos recauchutados.
Enfim, lá fomos para o aeroporto na esperança de que tudo corresse pelo melhor e de forma rápida mas estávamos muito enganados. A segurança à volta das zonas da carga aérea é muito apertada e é necessário uma licença para entrar. Depois de pedida esta licença e de deixarmos os nossos passaportes no controlo, andámos de um lado para o outro a preencher papéis e por fim mandaram-nos ao escritório para fazermos a declaração do valor total dos bens e o pagamento do imposto?!?! Qual imposto, perguntei eu, já que tinha lido na internet que havia isenção para a importação de artigos usados e de uso pessoal? O senhor lá me explicou, sempre a rir não sei se de nós ou por ser uma característica pessoal sua, que o pedido de isenção tinha que ter sido feito em Lisboa e que agora também podíamos fazer, mas a resposta iria demorar 2 a 3 dias e as malas tinham que ficar no armazém deles a pagar estadia diária. Um balúrdio! Quando percebemos que não tínhamos alternativa e não íamos embora sem a tralha, perguntámos quanto era o imposto (GST 7% - é o IVA cá do sítio), o senhor a perguntar insistentemente o que tínhamos nas malas e caixotes e quanto achávamos que valiam as coisas, e pusemo-nos a fazer contas de cabeça. Ora, como o pagamento só podia ser feito em dinheiro, nós só tínhamos levado meia dúzia de dólares connosco, e ainda por cima teríamos que pagar o táxi ida e volta - o taxista simpaticamente esperara por nós e assistia tranquilamente a esta confusão - três vezes nove vinte sete, noves fora nada e vai um, ó amigo veja lá quanto temos que declarar para pagarmos apenas 140 SGD que é o que temos, e vai daí ficou a mercadoria declarada por 2000 SGD, que são cerca de 1200 EUR. Eu estava-me a rir para dentro porque sabia que as coisas valiam muito mais do que isto e julgava que tinha feito um negócio da China! Quando já estamos nas despedidas, palmadas nas costas e troca de cumprimentos, é que o homem nos diz, "bom então agora vão ali ao armazém buscar as vossas malas e depois é só passar na alfândega, mostrar a declaração com o conteúdo das malas e o pagamento do imposto e, se eles acreditarem e ficarem contentes, podem ir à vossa vida". FOI O FIM! Na altura não sabiamos se nos apetecia rir ou chorar, a pensar que nos iam revistar tudo e, claro, nunca iriam acreditar no valor declarado. Já estávamos a ver a vida a andar para trás...
No fim , acabou por correr tudo bem, passaram as coisas todas na máquina de raio X e não pediram para abrir nada. O que eles querem, e que nós só percebemos depois, é apanhar a malta que tenta entrar com álcool, tabaco e droga.
Isto porque o objectivo principal para os primeiros dias era arranjar casa, abrir contas bancárias, tratar dos passes de estadia, telefones móveis e seguros de sáude. A Cristina é uma sortuda, já tem isto tudo, eu ainda não tenho passe de estadia nem seguro de saúde e portanto tenho que me portar com juizinho!
Na 3ª e 4ª feiras vimos oito casas em sítios diferentes da cidade e rapidamente percebemos que a nossa vontade não iria ser satisfeita - o preço das casa em Singapura subiu mais de 50% em 4 anos - é impossível arranjar uma casa com dois quartos num sítio decente com o nosso plafond, e assim sendo, como o que não tem solução não é um problema, a decisão foi fácil. Destas oito casas apenas só gostámos de duas e uma delas não tinha mobília nenhuma. Como queríamos gastar o mínimo possível em mobília, decidimo-nos por um estúdio num condomínio novo com muitos espaços verdes, piscina exterior, piscinas na cobertura (I mean UAU), jacuzzis, ginásio, e demais cangalhadas, e a 10 min a pé do Insead e do MRT (Mass Rapid Train - o metro cá do sítio). Estamos muito contentes com estes 592 sq ft, que é como quem diz 54,98 m2, com quarto e sala no mesmo espaço, cozinha e casa de banho.
A casa é muito "clean", com decoração minimalista que o espaço não dá para mais, cama, sofá, móvel de televisão e respectivo LCD, estante, mesa e 1 cadeira! É chato para a Cris, coitadinha, porque tem jantado sempre de pé e começam a doer-lhe as costas. Já lhe disse que as massagens aqui são baratinhas...
Deixo aqui fotos do condomínio e prometo fotos da casa para breve!
| piscinas da cobertura e jacuzzis |
| sky pavillion |
No fim da semana a Cris tratou do passe de estudante, mais uma vez a eficiência Singaporeana a funcionar, já que chegou ao edifício da Imigração com hora marcada de Lisboa, e trinta minutos depois tinha um cartão magnético com fotografia e assinaturas digitais, novinho e a brilhar!
A semana terminou com uma verdadeira odisseia quando na 6ª feira quisemos ir buscar ao aeroporto os nossos sete volumes despachados por carga aérea: 4 malões com roupa, gadgets electrónicos, livros de estudo, etc, e 3 caixotes com as famosas Nespresso e Bimby.
Tenho a dizer que as ditas têm-nos dado muito jeito e que acordo todos os dias com um sorriso na cara a pensar na primeira "bica" do dia, e a dar graças por não ter que beber aqueles baldes de café americano ou expressos recauchutados.
Enfim, lá fomos para o aeroporto na esperança de que tudo corresse pelo melhor e de forma rápida mas estávamos muito enganados. A segurança à volta das zonas da carga aérea é muito apertada e é necessário uma licença para entrar. Depois de pedida esta licença e de deixarmos os nossos passaportes no controlo, andámos de um lado para o outro a preencher papéis e por fim mandaram-nos ao escritório para fazermos a declaração do valor total dos bens e o pagamento do imposto?!?! Qual imposto, perguntei eu, já que tinha lido na internet que havia isenção para a importação de artigos usados e de uso pessoal? O senhor lá me explicou, sempre a rir não sei se de nós ou por ser uma característica pessoal sua, que o pedido de isenção tinha que ter sido feito em Lisboa e que agora também podíamos fazer, mas a resposta iria demorar 2 a 3 dias e as malas tinham que ficar no armazém deles a pagar estadia diária. Um balúrdio! Quando percebemos que não tínhamos alternativa e não íamos embora sem a tralha, perguntámos quanto era o imposto (GST 7% - é o IVA cá do sítio), o senhor a perguntar insistentemente o que tínhamos nas malas e caixotes e quanto achávamos que valiam as coisas, e pusemo-nos a fazer contas de cabeça. Ora, como o pagamento só podia ser feito em dinheiro, nós só tínhamos levado meia dúzia de dólares connosco, e ainda por cima teríamos que pagar o táxi ida e volta - o taxista simpaticamente esperara por nós e assistia tranquilamente a esta confusão - três vezes nove vinte sete, noves fora nada e vai um, ó amigo veja lá quanto temos que declarar para pagarmos apenas 140 SGD que é o que temos, e vai daí ficou a mercadoria declarada por 2000 SGD, que são cerca de 1200 EUR. Eu estava-me a rir para dentro porque sabia que as coisas valiam muito mais do que isto e julgava que tinha feito um negócio da China! Quando já estamos nas despedidas, palmadas nas costas e troca de cumprimentos, é que o homem nos diz, "bom então agora vão ali ao armazém buscar as vossas malas e depois é só passar na alfândega, mostrar a declaração com o conteúdo das malas e o pagamento do imposto e, se eles acreditarem e ficarem contentes, podem ir à vossa vida". FOI O FIM! Na altura não sabiamos se nos apetecia rir ou chorar, a pensar que nos iam revistar tudo e, claro, nunca iriam acreditar no valor declarado. Já estávamos a ver a vida a andar para trás...
No fim , acabou por correr tudo bem, passaram as coisas todas na máquina de raio X e não pediram para abrir nada. O que eles querem, e que nós só percebemos depois, é apanhar a malta que tenta entrar com álcool, tabaco e droga.
O início!
Duas semanas e meia depois de aterrarmos em Singapura decidimos finalmente iniciar a publicação do nosso blog. Foi uma ideia que tivemos logo na viagem de Londres para cá, por acharmos que é a maneira mais fácil de dar notícias e de mostrarmos a quem lê o que andamos a fazer e por onde andamos.
Podem pensar os mais audazes que 18 dias é tempo mais que suficiente para criar esta coisa e escrevinhar meia dúzia de linhas, mas a verdade é que..... O TEMPO VOA, e só hoje consegui estar em casa durante a tarde, com alguma tranquilidade (que falta faz o Paulo Bento no Sporting), para me sentar à mesa e tentar perceber os meandros da criação de blogues, definir modelos e cores (não digam que está piroso porque a Tininha também participou) e escrever a primeira mensagem.
E então reza assim a história:
Como era de prever, as despedidas no dia 31 foram emotivas, com a presença dos meus pais, Carolina, Zé e Teresinha e Tia Bábá. Entrámos no avião, parecíamos duas carpideiras profissionais em dia de trabalho. Lamento mas não há registos fotográficos do momento.
Seguiram-se quase 8h de espera em Heathrow e lá embarcámos no 747 da British Airways (aka A Besta) que nos levaria até ao outro lado do Mundo. A meia noite foi passada sem história, sem champagne e sem confetis, e graças à Cristina, que se lembrou de guardar os copos de plástico e as garrafinhas de tinto de 13,25 cl, pudemos fazer um brinde à nova vida nestas paragens, à família e a todos os amigos que ficaram.
Acordámos com o cheiro de ovos mexidos para o pequeno almoço e 1h depois estávamos a aterrar em Singapura!
A eficiência dos serviços em Singapura é muita e comecámos a perceber isso rapidamente. Na alfândega a fila de pessoas era enorme mas despachámo-nos em 10 min sem chatices e quando chegámos aos tapetes rolantes as nossas malas já lá estavam às voltas.
| A Besta |
A eficiência dos serviços em Singapura é muita e comecámos a perceber isso rapidamente. Na alfândega a fila de pessoas era enorme mas despachámo-nos em 10 min sem chatices e quando chegámos aos tapetes rolantes as nossas malas já lá estavam às voltas.
Assim que saímos para o lobby a Franziska, que é uma amiga da Madalena de Basileia, e em casa de quem nós iríamos "alapar" durante a primeira semana, estava à nossa espera com a primeira surpresa, muito bem vinda, diga-se de passagem: o namorado e um casal amigo deles, o Retto e a Carolyn, estavam em casa a cozinhar um perú gigantesco comprado de propósito para o jantar de Ano Novo. Não podíamos ter pedido melhor recepção em Singapura! O jantar estava delicioso, como mostram as fotografias :)
A segunda surpresa foi a casa dos nossos amigos. Fica muito perto da Orchard Road, no 26º andar num condomínio fechado, tal como quase todos os condomínios em Singapura, e tem uma vista brutal sobre a cidade e para o lado da Marina, onde está o famoso novo complexo com hotéis e casino, Marina Bay Sands.
| Marina Bay Sands |
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